sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Apesar de aparecer mal na foto (75º lugar), São Gonçalo tem evoluído no Índice de Desenvolvimento da FIRJAN

 

Divulgado ontem (03/12) pelo Sistema FIRJAN (Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro), o Índice FIRJAN de Desenvolvimento Municipal (IFDM) 2015, mostra, mais uma vez, que São Gonçalo não está nada bem na foto do desenvolvimento socioeconômico no estado. Entre os 92 municípios fluminenses, a cidade aparece em 75º lugar no ranking do IFDM (0,6676). No entanto, observando o gráfico acima podemos constatar que o município tem evoluído dentro da categoria de desenvolvimento moderado (de 0,6 a 0,8) – nível em que está inserido desde 2005.
 

Criado em 2008, o IFDM avalia anualmente o desenvolvimento socioeconômico de todos os mais de 5 mil municípios brasileiros em três áreas de atuação: Emprego & renda, Educação e Saúde. De leitura simples, o índice varia de 0 (mínimo) a 1 ponto(máximo) para classificar o nível de cada localidade em quatro categorias: baixo (de 0 a 0,4), regular (0,4 a 0,6), moderado (de 0,6 a 0,8) e alto (0,8 a 1). Ou seja, quanto mais próximo de 1, maior o desenvolvimento da localidade.

Segundo a FIRJAN, 95% das cidades fluminenses têm nível de desenvolvimento alto ou moderado. O estudo destaca ainda que o estado não possui qualquer cidade de baixo desenvolvimento.

Vale destacar que o IFDM de 2015 foi baseado em dados de 2013. E vale ainda ressaltar que a crise econômica afetou as áreas avaliadas pelo indicador naquele ano, como informa o texto abaixo extraído do site da FIRJAN:


FIRJAN: crise econômica ameaça conquistas sociais


O Índice FIRJAN de Desenvolvimento Municipal (IFDM), divulgado nesta quinta-feira, dia 3, indica que o desenvolvimento socioeconômico do país está comprometido por conta do cenário econômico. Nesta nova edição, o IFDM aponta que, já em 2013, a nota brasileira, composta pelos indicadores de Educação, Saúde, Emprego e Renda, ficou em 0,7441 ponto, com aumento de apenas 0,2% na comparação com o ano anterior. Foi o menor avanço desde o início da série histórica do índice, em 2005, refletindo principalmente o desempenho negativo do IFDM Emprego e Renda. O indicador recuou 4,3% na comparação com 2012 e atingiu 0,7023 ponto.

Em 2015, esse indicador de Emprego e Renda poderá atingir 0,5204 ponto – menor patamar da série – já que o país deve perder mais de um milhão de postos de trabalho formais e a renda deve avançar menos que a inflação, corroendo o poder de compra do trabalhador. Os municípios, que tendem a ficar à mercê da conjuntura econômica, deverão ter menos recursos para expandir e, principalmente, para manter os programas sociais que viabilizaram o avanço nas áreas de Educação e Saúde nos últimos anos.

Criado pelo Sistema FIRJAN para acompanhar o desenvolvimento socioeconômico do país, o IFDM avalia as condições de Educação, Saúde, Emprego e Renda de todos os municípios brasileiros. Em sua nova edição - com base em dados oficiais de 2013, últimos disponíveis - o estudo traz comparações com outros anos da série histórica e projeções sobre a evolução do desenvolvimento por conta da deterioração do cenário econômico.

O índice varia de 0 (mínimo) a 1 ponto (máximo) para classificar o nível de cada cidade em quatro categorias: desenvolvimento baixo (de 0 a 0,4), regular (0,4001 a 0,6), moderado (de 0,6001 a 0,8) e alto (0,8001 a 1). Foram avaliados 5.517 municípios, que abrigam 99,8% da população. Ficaram fora do índice cinco cidades criadas recentemente, que ainda não possuem dados suficientes para análise, e 48 que não declararam ou possuem informações inconsistentes.

Na avaliação de 2005 a 2013, a FIRJAN destaca que a nota geral do país avançou 21,3%. Nestes oito anos, o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 35%, foram gerados quase 16 milhões de postos de trabalho formais e houve aumento do rendimento médio em 28%. O bom desempenho da economia no período foi determinante para a expansão de recursos – através do recebimento de tributos via arrecadação própria ou transferências - para o financiamento das políticas públicas e, consequentemente, para a maior atuação social dos governos. Nesse período, a Despesa Orçamentária per capita média das prefeituras nas áreas de Educação e Saúde registrou crescimento de quase 80%, já descontados os efeitos da inflação. E, em 2013, os indicadores de Educação e Saúde do índice atingiram 0,7615 e 0,7684 pontos, respectivamente.

Apesar do avanço em Educação e Saúde, a Federação alerta que em 2013 o gasto per capita médio das prefeituras nessas áreas ficou estagnado. Porém, ainda assim pouco mais de um terço dos municípios têm educação de qualidade e mais de quatro milhões de brasileiros ainda vivem em cidades sem atenção básica de saúde. Um dos alertas do estudo é sobre o desempenho dos alunos do Ensino Fundamental no Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) – um dos componentes do IFDM Educação. Caso o avanço (3,5%) observado em 2013 se mantenha nos próximos anos, o país só alcançará em 2031 a meta de 6,0 pontos inicialmente prevista para 2021 pelo Ministério da Educação. 

No ranking geral do IFDM, a FIRJAN aponta que 60,3% das cidades possuem desenvolvimento moderado e apenas 7,8% registram alto desenvolvimento. O destaque positivo do índice é a cidade de Extrema (MG) - que obteve 0,9050 ponto e saiu da 569ª colocação em 2005 para a primeira posição no ranking nacional em 2013 - seguida de São José do Rio Preto (SP), Indaiatuba (SP), São Caetano do Sul (SP), Vinhedo (SP), Concórdia (SP), Votuporanga (SP), Paraguaçu Paulista (SP), Jundiaí (SP) e Santos (SP), que está na 10ª posição – todas com alto nível de desenvolvimento.

Já o último colocado no ranking nacional, com 0,2763 ponto e no 5.517º lugar, está o município de Santa Rosa do Purus (AC). A cidade possui mercado de trabalho formal estagnado; apenas 16,4% de seus docentes possuem nível superior, em contraste com 79% do país; e somente 7,9% de suas gestantes vão a mais de seis consultas pré-natal - conforme preconizado pela Organização Mundial de Saúde - frente à média nacional de 61,8%.

Norte e Nordeste têm quase 70% das cidades com desenvolvimento regular ou baixo

As regiões Norte e Nordeste têm quase 70% de suas cidades com desenvolvimento regular ou baixo: no Norte são 67,2% e no Nordeste, 69,1%. A região Norte não possui nenhum município com alto desenvolvimento. Já a região Nordeste tem apenas dois municípios nesta classificação: Eusébio (0,8782) e Sobral (0,8197), ambos do Ceará.

As regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste continuam mais avançadas. O Sul do país é a região mais desenvolvida, com quase a totalidade (96,8%) de seus municípios com desenvolvimento alto ou moderado. O elevado desenvolvimento socioeconômico da região é observado de maneira homogênea nos três estados: o percentual de cidades com pontuação alta ou moderada é de 96% no Paraná, 96,3% no Rio Grande do Sul e de 98,6% em Santa Catarina.

No Sudeste, 91,5% dos municípios apresentam desenvolvimento alto ou moderado. A região possui a maior quantidade de cidades no estrato superior do ranking brasileiro do IFDM, respondendo por 65 das cem maiores pontuações, das quais 56 são do estado de São Paulo. Já o Centro-Oeste possui 86,4% de suas cidades com desenvolvimento moderado ou alto, cada vez mais próximo dos padrões observados nas regiões Sul e Sudeste. O resultado mostra que o desenvolvimento econômico da região, reflexo da ascensão do agronegócio, se converteu em conquistas importantes nas áreas de educação e saúde.

Curitiba é a capital com melhor desenvolvimento socieconômico

Nesta edição do IFDM, apenas oito capitais apresentam alto desenvolvimento, enquanto as demais registram desenvolvimento moderado. Curitiba (PR) ficou com a melhor pontuação no ranking (0,8618). A cidade registrou crescimento de 4,3% no indicador de Emprego e Renda, o que resultou em uma variação de 1,4% no índice geral. Com isso, passou da terceira para a primeira posição no ranking.

São Paulo (SP) registrou 0,8492 ponto e manteve a segunda colocação, apesar da leve variação negativa em relação à medição anterior (-0,3%), por conta da queda na vertente Emprego e Renda, já refletindo o início da desaceleração econômica naquele ano.

Na terceira posição do ranking das capitais está Vitória (ES), que obteve 0,8421 ponto, seguida de Florianópolis (SC), que foi a primeira colocada em 2012, mas caiu para a quarta posição por conta do impacto negativo dos seus índices de Emprego e Renda e de Educação. Já o Rio de Janeiro (RJ) alcançou a quinta posição, com variação positiva em todas as vertentes.

Em 17 capitais foi verificada a redução no IFDM Emprego e Renda. Essa queda mitigou a melhora nas vertentes de Educação e Saúde, em que foram observados avanços em 22 e 16 capitais, respectivamente.

O Índice FIRJAN de Desenvolvimento Municipal (IFDM) 2015, com análises especiais e rankings, pode ser acessado através do site http://www.firjan.com.br/ifdm.

4 comentários:

  1. Pedro Henrique Gonçalves5 de dezembro de 2015 10:28

    Sei que o município avançou,o que não significa que deve parar por ai.

    Mas pelo porte do município (Cidade da 2° maior Região metropolitana do Pais,O município possui mais de 1 milhão de hab,Um dos maiores PIBs do Estado); Deveria estar bem mais avançados.

    Um dos itens de avaliação Tanto do Índice de Desenvolvimento da FIRJAN e do IDH,é da Renda per capta que na cidade é muito baixo ainda.

    Quesitos como educação e saúde precisam avançar mais.A nota no IDEB de SG é baixíssima. O que significa que investimentos na educação a partir de todas as esferas (Municipal,Estadual e Federal) é bem vinda e necessária.

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    1. Olá, Pedro!

      Pelo porte do município, realmente São Gonçalo era para estar bem mais avançado em relação ao desenvolvimento socioeconômico. De qualquer forma, tem avançado paulatinamente. Menos mal. Mas o que me preocupa agora é a crise econômica, que deverá estagnar o desenvolvimento da cidade.

      Vamos torcer para que essa crise política que se instalou no país termine com o fim do processo de impeachment - seja com a continuação ou não de Dilma no poder.

      Abraço!

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  2. 75º lugar? PQP, que vergonha meo! Também esperar o que de uma cidade que sempre foi carente de políticos sérios.

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  3. Caótica a situação... Fiquei muito impressionado e triste com o resultado. O próprio IDH a colocava entre as 25 melhores cidades do estado.

    Talvez este seja o dado mais realista e mostra que o que foi feito ainda é muito pouco.

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